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  • Dra Nathália C. Oliveira Teodoro

Paralisia facial na infância

Você sabia que a paralisia facial pode acometer as crianças, seja qual for a tua idade até mesmo recém-nascidos?


A paralisia do nervo facial é um distúrbio com instalação rápida, com várias implicações na infância, ocasionando grande preocupação nas famílias afetadas por causa das repercussões funcionais, estéticas e psicológicas, também preocupa os profissionais envolvidos por causa de sua etiologia, suas opções de tratamento e seu prognóstico.





Caracterizado por um enfraquecimento ou paralisia dos músculos de um lado do rosto, ou no rosto todo. Apesar dos esforços para definir sua etiologia, várias vezes a causa da paralisia pode permanecer desconhecida. A paralisia facial idiopática, é normalmente conhecida como Paralisia de Bell.

Além da idiopática, a paralisia infantil do nervo facial pode ser classificada como congênitas ou adquiridas:

Congênita envolve o peso ao nascer menor que 3500g, prematuridade, parto por fórceps ou cesariana, malformações, sindrômicas e não sindrômicas.

Adquirida pode ser por causas infecciosas ou inflamatórias, por causas neoplásticas como hemangiomas, histiocitose e tumores da glândula parótida, e por causas traumáticas como uma fratura do osso temporal.

Porém, aproximadamente 50% dos casos, a causa permanece desconhecida. Em crianças, a Paralisia de Bell tem uma incidência estimada de cerca de 6,1 casos por ano por 100.000 entre 1 e 15 anos.

O prognostico é favorável e com resolução espontânea em poucos meses, sem sequelas, cerca de 70% dos casos de pacientes com a Paralisia de Bell.

Durante a avaliação da assimetria facial, desaparecem os sulcos faciais e o sulco nasolabial, o lado afetado também apresenta rebordo bucal caído, com possibilidade de vazamento de saliva, sinais estáticos, ou seja, sem movimentação. Os sinais dinâmicos são representados pela incapacidade de fechar a pálpebra, franzir a testa, inflar as bochechas, assobiar, a produção lacrimal e salivar pode ser reduzida, além de alteração no paladar.

Nos casos de paralisia grave, nas crianças observa-se a incapacidade de fechar o olho devido à completa ausência de movimento do lado afetado e há assimetria da face em repouso, e em recém-nascidos, essa condição também pode dificultar a amamentação.




A gravidade da paralisia no início pode influenciar o grau de recuperação, em caso de uma paralisia grave dificilmente obtém uma recuperação completa da função nervosa. A terapia imediata e apropriada leva a melhores resultados, em todos os graus.

A reabilitação do paciente com paralisia facial é determinada conforme a extensão da lesão do nervo facial, déficits funcionais específicos, presença de sincinesia (contrações musculares involuntárias) e objetivos individuais do paciente, de acordo com a idade. A intervenção apropriada, incluindo educação do paciente, mobilização de tecidos moles, reeducação neuromuscular, irá diminuir a tensão facial e melhorar o controle motor dos músculos faciais, consequentemente a função física, expressão facial e principalmente a qualidade de vida.

Quando uma causa específica é identificada, o objetivo do tratamento será em resolver a causa subjacente. A abordagem terapêutica em crianças muitas vezes envolve uma equipe multidisciplinar, composta por pediatras, neurologistas, otorrinolaringologistas, oftalmologistas, e nós fisioterapeutas.

A reabilitação facial, geralmente, inclui 5 componentes principais: educação do paciente para explicar a condição patológica e estabelecer metas realistas; mobilização de tecidos moles para combater a tensão e o edema dos músculos faciais; recuperação funcional para melhorar a competência oral; recuperação da expressão facial, incluindo reeducação neuromuscular; e o gerenciamento de sincinesia, se for necessário.

Deste modo, as sessões de tratamento são destinadas para identificar áreas de limitação funcional e comunicativa, e tanto os pacientes como os responsáveis são orientados sobre técnicas de mobilização de tecidos moles e exercícios de controle motor, como parte do plano de tratamento. Além disso, são ensinados a identificar, desenvolver e refinar padrões de movimento apropriados e expressões faciais, a fim de facilitar o retorno dos padrões de movimento faciais e eliminar ou diminuir os padrões indesejados de movimento facial, tudo de acordo com a idade e compreensão.

Quando o assunto é criança as estratégias e a entrega do tratamento são alteradas para serem mais lúdicas e alcançar o interesse e a personalidade específica daquele paciente.

Desconfia que seu filho(a) apresenta alguns desses sinais? Agende uma avaliação na FisioForm!

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Espero ter esclarecido suas dúvidas, e estou a disposição para auxiliar no tratamento do teu bem mais precioso.




Dra Nathália C. Oliveira TeodoroFisioterapeuta – CREFITO 317726-F



Referências

- ROBINSON, Mara Wernick; BAIUNGO, Jennifer Baiungo. Facial Rehabilitation: Evaluation and Treatment Strategies for the Patient with Facial Palsy. Otorrinolaringol Clin North Am, 2018

- SPENCER, Cheka R. IRVING, Richard M. Causes and Management of Facial Nerve Palsy. British Journal of Hospital Medicine, 2016

- CIORBA, Andrea et. al. Facial Nerve Paralysis in Children. World Journal of Clinical Cases, 2015

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