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FISIOTERAPIA E SUA ATUAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR
14 de Setembro de 2020

O desenvolvimento psicomotor é um processo que se inicia desde a concepção e percorre todo crescimento físico de um ser humano. No caso das crianças, conforme a sua idade, elas vão adquirindo novas habilidades motoras, partindo de movimentos simples e involuntários até movimentos mais complexos, bem coordenados e cada vez mais aperfeiçoados. A evolução de cada fase não envolve somente o desenvolvimento motor, mas também aspectos cognitivos, afetivos, sensoriais e socioambientais.

As etapas do desenvolvimento progridem de uma à outra de forma gradativa, com base na evolução do sistema nervoso central, ou seja, a cada nova aquisição, existe uma próxima para ser alcançada, e assim formam uma sequência. Nós podemos acompanhar cada fase observando a faixa etária da criança e quais habilidades ela está realizando neste momento, se está de acordo com o esperado.

Aqui temos alguns exemplos de aquisições por faixa etária:

·         Recém-nascido ao 1º mês: permanece com os membros superiores e inferiores fletidos, pode levantar a cabeça momentaneamente, porém mais lateralizada, pode rolar um pouco para o lado, mantem as mãos fechadas;

·         2º ao 3º mês: levanta a cabeça por um curto tempo, apresenta postura mais assimétrica, acompanha objetos até a linha média do corpo, permanece sentada se tiver apoio;

·         4º ao 5º mês: começa a trocar a postura passando de barriga para cima para lateral, brinca com os pés, começa a se arrastar e pivotear, segura e solta brinquedos, aquisição quase completa do controle cervical, de barriga para baixo levanta a cabeça e apoia o peso nos cotovelos, ao sentar com apoio mantem o tronco ereto;

·         6º ao 7º mês: rola para os lados, quando passa de deitada para sentada já apoia os membros superiores (mãos) para auxiliar o movimento, sentada utiliza as mãos como apoio anterior e posteriormente lateral para se sustentar, engatinha para trás, troca objetos de uma mão para outra;

·         8º ao 9º mês: adquire a posição de quatro apoios (posição de engatinhar), engatinha para frente, fica em pé se segurando em móveis, manipula objetos com mais coordenação, troca a postura de sentada para posição de quatro apoios;

·         10º ao 11º mês: fica em pé sem apoio por pouco tempo, inicia a marcha com apoio nos móveis e com um só apoio, pega objetos no chão e os manipula através de movimentos de pinça;

·         12º ao 15º mês: caminha sem apoio aumentando a velocidade com base alargada e abdução dos braços, arremessa objetos.

Existem alguns fatores que podem influenciar o desenvolvimento motor da criança e ocasionar no atraso deste, como prematuridade, infecções neonatais, hereditariedade, subnutrição, baixas condições socioeconômicas, intercorrências na gestação ou no parto e a falta de estimulação para brincadeiras e movimentos. O desenvolvimento motor atípico não significa obrigatoriamente que existam alterações neurológicas ou estruturais.

Quando algum déficit no desenvolvimento motor é notado, ou até mesmo para a prevenção do seu surgimento, é fundamental que seja iniciada a intervenção precoce, onde entra de forma importantíssima a fisioterapia. Esta intervenção precoce irá proporcionar um conjunto de atividades e movimentos com o objetivo de potencializar o desenvolvimento por completo, prevenindo e/ou minimizando os possíveis atrasos. Quanto antes iniciar a estimulação, melhor, pois a neuroplasticidade é mais intensa nos primeiros anos de vida e é este fator que faz com que o nosso cérebro se adapte a novas experiências.

O fisioterapeuta tem o papel de avaliar o desenvolvimento motor (reflexos primitivos, tônus muscular, força muscular, entrou outros), identificar a fase em que a criança se encontra, se adequada ou não e intervir através de estimulações e facilitações de movimentos, buscando ajustar a faixa etária com as habilidades motoras esperadas. Os atendimentos acontecem de forma lúdica, com brincadeiras, músicas, para que a criança se sinta acolhida e alegre.

Como um exemplo de estimulação, podemos observar que no 3º mês quando a criança estiver de barriga para baixo, deve começar a levantar a cabeça e o tronco, apoiando o seu peso nos cotovelos. Para estimular essa aquisição, você pode colocá-la de barriga para baixo, com brinquedos na sua frente e acima, chamando a atenção dela fazendo com que levante a cabeça. Este movimento irá fortalecer os músculos cervicais e extensores do tronco. Para facilitar, pode colocar um rolo com toalha embaixo do tórax, ajudando-a a levantar.


Outro bom exemplo, é na aquisição da marcha, que se inicia no 8º mês com a criança adquirindo a postura em pé. Você pode estimular ela a ficar em pé se apoiando nos móveis e chamar a atenção com um brinquedo, assim ela se sente segura, fortalece a musculatura dos membros inferiores, melhora o seu equilíbrio e começa a dar alguns passinhos para alcançar o brinquedo.


Existem muitos estudos científicos que comprovam a eficácia da intervenção precoce, mas é importante lembrar que é fundamental a contínua estimulação das crianças em casa, realizada pelos pais ou responsáveis, bem como de fornecer a ela um ambiente afetivo, seguro e estimulante para o desenvolvimento saudável das suas habilidades motoras através de brincadeiras e novas experiências.

A Clínica Fisioform possui vários profissionais capacitados e com experiência para realizar a avaliação do desenvolvimento motor das crianças e se necessário, estimular suas habilidades e ajudá-las a conquistar novas. Cada novo ganho é uma festa para nós e assim a criança cresce de forma saudável e divertida!

Entre em contato conosco para mais informações: 3433-6454 / 3426-1457

 


Por: Fisioterapeuta Vanessa Voigt

 

Referências bibliográficas:
- Araujo, Luize Bueno; ISRAEL, VERA LÚCIA . Como é o processo de desenvolvimento da criança nos primeiros 2 anos de idade?. Desenvolvimento da Criança: Família, Escola e Saúde. 1ed.: Omnipax, 2017, v. , p. 1-14.

- Diretrizes de estimulação precoce : crianças de zero a 3 anos com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde. – Brasília: Ministério da Saúde, 2016.

- BROWN, Kelly A.; PARIKH, Sonia; PATEL, Dilip R.. Understanding basic concepts of developmental diagnosis in children. Translational Pediatrics, [S.L.], v. 9, n. 1, p. 10-22, fev. 2020. AME Publishing Company.

- WILLRICH, Aline; AZEVEDO, Camila Cavalcanti Fatturi de; FERNANDES, Juliana Oppitz. Desenvolvimento motor na infância: influência dos fatores de risco e programas de intervenção. Revista Neurociências, Porto Alegre - Rs, v. 17, n. 1, p. 51-56, jan. 2009.

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